~ A saudade lembra de lembranças.
sAUdAdE sÓ.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
sábado, 5 de abril de 2008
‗ Duas décadas
→ É! Duas décadas há mais ou menos um mês. Andei por uns vazios corredores em busca de dores pra ver se saía alguma coisa pra movimentar isso daqui... Mas quanto mais doía, menos me sentia apta a escrever. E os 'meio textos' desse 'meio tempo' ficaram guardados.
Deixei algumas coisas de lado pra fazer um (des) balanço. Pra relembrar o tempo da chuva no quintal, das fugas inesperadas, dos choros desnecessários, das escolhas trocadas, das oportunidades perdidas, da mão amiga, do olhar deslumbrante, do jeito esvoaçante, da água fria, dos sonhos, das esperanças. Eu quase nem percebi a mudança de hábito. Os anos passaram quebrados e espaçados. Eu me arrependi por não ter imposto minha vontade aos 14 anos de idade. Eu deixei de gostar de fazer aniversários, de ganhar presentes nesse dia, de receber desejos de 'tudo de bom' ou mesmo um 'parabéns!' e a única coisa que eu passei a querer fazer no tal dia, foi sumir. Ficar um pouquinho só comigo e ninguém mais. Porque por mais que o tempo passe arrastado, eu me sinto cada vez mais longe. Eu deixei de sentir a liberdade de corpo inteiro por um bom e demorado tempo.
Eu passei por maus tempos e em algumas vezes deixei de gostar de mim... Pra mais tarde não pensar em ninguém. E como uma pisciana nata que sou, o sentimento sempre prevaleceu. Eu fechei portas que teriam que ficar, no mínimo, encostadas. Mas o bom de tudo, foi que sempre surgiu uma janelinha pra mim. Eu me regenerei inúmeras vezes e nunca fui de guardar nenhum tipo de rancor... E eu me pergunto se isso é uma qualidade: sofrer pelos outros.
Eu li e ouvi muito. Prestei mais atenção nas coisas e aprendi muito mais.Troquei de caminho e não fui sempre a mesma. Ninguém é o mesmo para sempre. Reciclei amizades e revisei conceitos antigos. Ao longo dessas duas décadas, tenho lapidado minha impaciência e confesso que não tem sido uma tarefa muito fácil. Tou soprando minha brisa, arrumando meu cantinho, podando meu jardim. Esperando muito menos dos outros e cuidando bem de mim.
Mas, passado essa crise dos vinte anos... Me sinto muito mais menina, mulher, guerreira. Com aquele, que foi valente o bastante pra subir até o topo da árvore, ao meu lado e a felicidade nos acompanhando. Hoje eu assumo a responsabilidade que me cabe e reconheço erros facilmente. E acho que estou na medida certa das minhas duas décadas.
Postado por ;* fAbY às 10:44:00 AM 3 comentários
domingo, 17 de fevereiro de 2008
‗ Quando você descobre que não esqueceu...
→ É... Carnaval passou, o ano de fato começou e apenas a lembrança me restou. Pensando cá com meus botões, cheguei a uma conclusão: “ Sim, eu preciso me desligar do passado que ainda vive em mim! “
O reencontro não foi dos melhores, as lágrimas ainda me saíram doloridas e o nó na garganta me acompanhou por um bom e demorado tempo... Na verdade, ainda o sinto. Não que meu presente seja descontente, não que ao que eu pertenço irá me perder, não que eu não ame alguns que me rodeiam, não que eu não seja, de fato, grata... Não que eu seja complicada, o caso é que ninguém entende. E por mais que eu me esforce em ‘tentar me explicar’, eu me enrolo mais ainda nos meus sentimentos.
A saudade chega a ser sufocante e angustiante... É como se o tempo tivesse parado por dentro de mim, mas todas as coisas acompanharam esses cinco anos... As janelas ficaram mais baixas, a pintura da parede dilacerada, o piso rachado, o jardim acabado, o pé da fruta, que guardava minha infância, derrubado e todas as lembranças dilaceraram meu peito... Tudo isso eu adiei por cinco anos... O reencontro com o passado foi massacrante... Tirei o pó de tudo que tinha ficado no fundo e recuperei a velha alergia. Mesmo com o vão, a casa me parecia maior nas lembranças e custo acreditar que eu cresci, podendo agora alcançar a parte de cima da porta (velho sonho de criança! )... Meu quarto me pareceu ainda menor e o rosa desbotou... Não só da parede como do meu gosto também, talvez por lembrar a infância cheia de sonhos e certezas de que lá era o lugar... E não aqui!
“A nossa casa é onde está o coração.”
Eu ouvi isso durante essas férias e me intrigou o bastante pra saber que minha casa, apesar de ter dividido o meu coração, é lá. É no lugar onde o céu é mais azul, o sol mais brilhante, o mar menos salgado, o pôr-do-sol irradiante todos os dias, a chuva mais limpa, a água mais doce...
Quando você descobre que não esqueceu e a vontade de voltar transcende o limite dos sonhos, os dias ficam mais sombrios e o vazio perdura até descobrir que apesar de ter sido uma viagem, parece que foi um sonho ( mais um! Com fotos e tudo mais! ) e que a vida vai seguir com ou sem a sua vontade... As aulas ( benditas! ) começam amanhã e com elas seguem os dias arrastados, com alguns tantos sorrisos disfarçados e outros tanto 'ois' superficiais!
Maaaas... Foram de loonge, as melhores férias e... Como o segredo está dentro de mim, tudo está ao meu alcance! Isso é certo!
" Talvez eu volte... Um dia eu volto, mas eu quero esquecer. "
Postado por ;* fAbY às 1:09:00 PM 1 comentários
